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"Sorrisos me enchem de felicidade, o seu me transborda.
Abraços me confortam, o seu me protege.
Pessoas me esgotam, ah! você? De você eu tomo um porre e entro em abstinência cinco minutos depois."
28
"

Amar num mundo onde não se diz mais amor,
vivo de sonhos,
sonho minha vida,
tudo em minha mente,
tudo mente nessa vida.

Errar num mundo onde não se tem mais perdão,
vivo com cuidado,
temo o erro,
o erro é temer,
sou todo errado.

Sofrer num mundo onde não se tem consolação,
escondo minhas dores,
minhas lágrimas secretas,
o segredo de uma vida,
a vida sob um fio de navalha.

Perder num mundo onde tudo se substitui,
as máquinas igualizam os sentidos,
sinto saudade de mim,
de você, de tudo,
tudo se perdeu.

Rompo o padrão,
como os loucos, os bêbados, os poetas.
Como se a arte ainda pudesse
me salvar desse mundo onde
amar não mais se pode.

"
22411
"Eu sou daquelas pessoas inseguras que volta pra ver se fechou a torneira, se a porta está trancada, se o fogão está desligado. Eu sempre fui assim, sempre precisei reafirmar minhas certezas - então não me culpe se eu ficar perguntando se você ainda gosta de mim umas dez vezes ao dia."
2192
"Minha vontade agora é sumir. Chamar você. Me esconder. Ir até a sua casa e te beijar e dizer que te amo e que você é importante demais na minha vida para eu te abandonar. Sacudir você e dizer que você é um otário porque está me perdendo dessa maneira. Minha vontade é esquecer você. Apagar você da minha vida. Lembrar de você a cada manhã. Pensar em você para dormir melhor. Então eu percebo: IT’S ME, e minhas vontades são bipolares demais. Só o que não é bipolar demais é a minha ganancia por te ter. Sim, eu escolheria você. Se me dessem um último pedido, eu escolheria você. Se a vida acabasse hoje ou daqui mil anos, eu escolheria você…"
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"Uma vontade absurda de você. Aparece aqui! Bate na minha porta, me chama de tua. Me abraça bem forte e diz que sentiu minha falta. Vem e fica. Vem e cuida de mim."
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"Optei, solitariamente, por me desgastar, secar até a última gota, arrancar o âmago de cada sentimento em mim. Sentir tanto assim, sem corte, sem promessa, somente sentir demasiadamente, até mesmo o seu cheiro entre o vento mais calmo ou a brisa mais intensa, não importa como, mas tenho sido sobressaltada por cada memória oriunda de você. Assino, pois sim, esse contrato estúpido de prosseguir sozinha, tropeçando nos vazios que se formam, como calabouços dentro de mim – um calvário suspenso em meus olhos, um pesar de passos que afundam. Vou trilhando estradas, recapitulando as estrelas com a finalidade de descobrir uma nova, que seja você lutando para parar o tempo, refazer o nós, os dotes do amor e quem sabe você. Mas me foge entre os dedos a verdade que buscava, a sensação de segurança que não habita meu corpo, se despede assim tão sem solenidade da minha alma e caminha solta por entre as árvores de uma floresta densa, inabitada pelo que acreditava ser amor. Pois cansa. Cansa tanto amar sozinha; amar com palavras e fazer amor com minhas rimas, como se você fosse somente fruto da minha imaginação, sem existir no mundo lá fora, talvez por isso tenha me trancado aqui dentro, dessa forma não perderei você. Eu queria ser a sua supernova, a reconciliação dos planetas, ser qualquer coisa no espaço de tempo entre você e eu buscando sempre aquele nós de histórias de amor, dos romances épicos, mesmo se findando com a morte dos corpos, com o calar de corações. Morrer não é apenas permanecer um coração em silêncio, é despedaçar ainda com vida, é chegar ao fim quando ainda respira, é não lutar por ausência de força quando espera a chegada da cavalaria. Morrer dessa forma me causa mais dor do que o silenciar do meu coração, dos batimentos decretados através de uma cláusula pétrea a você; morrer de tal forma que ninguém perceba o brilho fúnebre que há em meus olhos que ansiavam somente tecer rotas para encontrar você. Morrer… sem prelúdio me faria melhor."
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"Quando se deseja realmente dizer alguma coisa, as palavras são inúteis. Remexo o cérebro e elas vêm, não raras, mas toneladas. Deixam sempre um gosto de poeira na boca – a poeira do que se tentava expressar, e elas dissolveram. Quanto mais palavras ocorrem para vestir uma idéia, mais essa idéia resiste a ser identificada. As sucessivas roupas sufocam a sua nudez. E todas as palavras são uma grande bolha de sabão, às vezes brilhante, mas circundando o vazio. Ah, se eu pudesse escrever com os olhos, com as mãos, com os cabelos – com todos esses arrepios estranhos que um entardecer de outono, como o de hoje, provoca na gente."
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"Se esparramava no sorriso. Escapulia no olhar. Cantava no silêncio. Fazia florescer pés de sol. Dispensava nomes e entendimentos. Havia algo que tinha um cheiro inconfundível de alegria. De vida abraçada. De lua quando é cheia e o céu diz estrelas. Um cheiro de paz risonha."
/ past